segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ENCONTRO PARA JOVENS

 
ENCONTRO PARA JOVENS: XXXII Domingo do Tempo Comum.
TEMA: A VERDADEIRA RELIGIÃO
Material a providenciar antes do encontro: uma vela para cada jovem
Iniciamos o encontro com uma música – a escolha –
Introdução:
Vivemos numa sociedade que nem sempre compartilha os valores do Evangelho. Ainda encontrando valores atraentes, sempre nos devemos perguntar se isso é o que Jesus propõe, pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Dinâmica inicial:

Antes da reunião o(s) coordenadores preparam o ambiente. No centro da sala colocam no chão um pano colorido, uma Bíblia, uma vela.
Dinâmica: “O VALOR”:
Todos estamos sentados em círculo, de preferência. O coordenador/a iniciará convidando a uma/a jovem do grupo para ficar no meio (já está combinado anteriormente com a pessoa). Este/a jovem vai dizer: “Eu sou importante porque uso tênis de marca (ou outra peça de roupa ou calçado), minha roupa tem etiqueta”. Deixar o grupo reagir. Em um momento dado perguntar: quem tem mais valor? A pessoa vale pelo que é ou pelo que tem? Por quê? O coordenador/a deve instigar o grupo a estabelecer um paralelo entre aqueles que se consideram importantes pelas aparências e o que Jesus nos diz. Deixar que as pessoas deem sua opinião, só depois convidar para ler o evangelho.
 
A PALAVRA DE DEUS ILUMINA NOSSA VIDA: (Pode ser utilizado o folheto dominical ou a Bíblia para acompanhar as leituras).
Ø  Mc 12, 38-34                        
          
Ideias centrais:
ü  Jesus dizia no seu ensinamento: Tomem cuidado com... eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas, gostam das primeiras cadeiras... e dos melhores lugares. Jesus nos alerta sobre as pessoas que gostam de aparecer diante dos outros. Nos alerta a respeito dos doutores da Lei, aqueles que participam da religião e no templo, dos que gostam de ser cumprimentados e elogiados. Jesus nos alerta porque nem toda aparência revela o que se vive e se tem por dentro.
ü  Jesus estava no templo, diante do cofre das esmolas, e observava como as multidões... o texto evangélico nos contextualiza. Jesus estava no templo em um lugar determinado observando. Essa atitude nos põe de manifesto a necessidade de aprender pela observação a realidade que acontece. Ele não interfere, mas aprende com o que vê.
ü  Jesus chamou os discípulos e disse. Só depois de observar, Jesus vai-se manifestar. E é um ensinamento para os discípulos, parece que ele não está interessado em armar a barraca ou chamar atenção. Simplesmente diz a partir do que todas as pessoas podiam observar.
ü  Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. O que todos podiam ver com seus próprios olhos e interpretar, Jesus o expressa com suas palavras. No entanto, isso significa mudar a lógica do que é contribuir, pois na sociedade quem possui mais, é quem mais tem; quem mais depositou foi quem mais deu. Desde que parâmetros Jesus faz essa leitura?
ü  Todos deram o que tinha de sobra, enquanto ela na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que tinha para viver. A chave de leitura encontra-se no fato de dar tudo o que tinha para viver. Isso, para nós, torna-se incompreensível. Como dar tudo o que se tem para viver? Implica entregar-se totalmente a Deus (não esqueçamos que a esmola é no templo) para Ele ser o centro e sentido da nossa vida. Entregar-se em suas mãos acreditando que Ele guia os nossos passos, abre as portas que devemos passar e fecha outras (que podem parecer atraentes) pelas que não devemos entrar.
ü  Importante ressaltar que Jesus chama no início do texto, a nossa atenção para o que não devemos fazer, mas em momento algum Ele julga as pessoas que assim atuam. Observa e percebe o que acontece, mas não emite juízos sobre quem assim age. Jesus nos respeita tanto que mostra o que não devemos fazer, mas em momento algum nos julga ou põe em ridículo.
 
Ø  Após a leitura do texto bíblico e da reflexão, convide-se a fechar os olhos (uma música instrumental de fundo) e observar na própria vida em que momentos procuro ser visto e recompensado; em que momentos me entrego desinteressadamente. Depois me pergunto qual é o lugar de Deus na minha vida e que tipo de oferta eu costumo fazer.  
Ø  A coordenação motivará um momento de partilha. O jovem se levantará, pegará uma vela pequena, acenderá a vela grande que está perto da Bíblia e acesa desde o início do encontro e partilhará seu momento de reflexão.
Ø  Após este momento, o coordenador do grupo recolherá o partilhado no encontro todo, desde a dinâmica, e convidando a viver segundo os ensinamentos de Jesus, inicia a oração do Pai Nosso.
Ø  Terminamos com um canto.
 
Ir. Ana Belén – Vila Verde - Acre


terça-feira, 6 de novembro de 2012

ENCONTRO PARA JOVENS



 




ENCONTRO PARA JOVENS: XXXI Domingo do Tempo Comum.

TEMA: Anseio por um mundo feliz.

Material a providenciar antes do encontro: uma faixa com o tema escrito, um coração grande de papel ou cartolina, canetas de diversas cores.

Iniciamos o encontro com uma música – à escolha –

Introdução:

A liturgia deste domingo nos convida a subir a montanha junto com Jesus. Subir, sentar e dialogar sobre um modo de viver que não entra nos parâmetros de nossa sociedade. Seguir a Jesus e viver como Ele é um desafio apaixonante que traz em si felicidade. Mas afinal, o que é ser feliz? Precisamos responder esta pergunta para saber onde está nosso coração, quais são os seus sonhos e inquietudes, o que o faz chorar e sorrir, o que vale a pena de verdade.

Dinâmica inicial:


Antes da reunião o(s) coordenadores preparam o ambiente. No centro da sala põem no chão um pano colorido, uma Bíblia, uma vela, o coração e a faixa.

Dinâmica: “Hoje sou feliz”:

Todos estamos sentados em círculo, de preferência. O coordenador/a iniciará dizendo: “Hoje sou feliz porque...” e passa a palavra a um outro participante que continuará: “eu também sou feliz porque...” assim sucessivamente até todos/as falarem. A seguir, serão formados pequenos grupos por identificação dos motivos da felicidade. Os grupos voltam a relembrar os motivos da felicidade. O (a) coordenador/a do grupo passará entregando vários bilhetes, um de cada vez, permitindo que o grupo reflita e elabore sua resposta. Nestes bilhetes estará escrito:

1.       E se alguém lhe trair nessa situação, vocês continuariam sendo felizes?

2.       E se alguém mentir sobre vocês, continuariam felizes?

3.       E se surgirem múltiplas brigas por inveja, continuariam sendo felizes?

4.       O que é felicidade? (esta resposta será levada por escrito numa folha).

Uma vez realizado esse trabalho, todos voltarão ao grupão. A reflexão realizada será partilhada. A folha na qual está escrita a resposta do quarto bilhete será, uma vez lida, colocada perto da bíblia.

 Ao final, o coordenador deve “amarrar” o que foi falado, recolhendo as ideias fundamentais.

 

 

A PALAVRA DE DEUS ILUMINA NOSSA VIDA: (Pode ser utilizado o folheto dominical ou a Bíblia para acompanhar as leituras).

Ø  Mt 5, 1-12                             

          

Ideias centrais:

·         Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte: segundo a literatura religiosa – grega, hebraica, latina, asiática... –  onde há montanhas, a terra está mais perto do céu. As montanhas eram consideradas como aqueles lugares onde os seres humanos podiam tocar o divino. As montanhas eram o lugar onde a pessoa podia entrar em contato com Deus. As pessoas que buscavam e desejavam uma relação especial com Deus iam até as montanhas.

·         E sentou-se: o que Jesus ia realizar não era uma tarefa rapidinha. Precisava de tempo e de disposição.

·         E Jesus começou a ensiná-los: esta é uma das tarefas de Jesus, ensinar. Mas não como o fazia qualquer mestre. Ele tinha uma profundidade e autoridade que surpreendiam. O conteúdo deste sermão não era simples. Ele pretendia nesse momento oferecer aos discípulos uma provocação para um novo crescimento, que não é fácil de assimilar.

·         Nesta montanha ninguém é excluído. Todos tem lugar. A montanha dos bem-aventurados ou dos bem-felizes é o monte do coração que espera.

·         Quem são os felizes para Jesus?

ü  Os pobres em espírito: não se trata de uma pobreza só espiritual ou de uma pobreza só material. Trata-se de saber utilizar os bens materiais, usando-os para o bem comum. E qual é o bem comum? O bem que atinge as pessoas com as quais me relaciono no meu dia a dia: na família, na escola, no serviço, na paróquia, no grupo de jovens, na pastoral que participo... Trata-se de partilhar aquilo que tenho com os outros, não porque me sobra, mas porque o que tenho também é teu. Convida-se a cada jovem escrever o nome de uma pessoa que é pobre em espírito, que partilha o que tem com normalidade e simplicidade no grande coração com a caneta de uma cor determinada. Deixa-se uma música instrumental de fundo.

ü  Os aflitos: não se trata de qualquer aflição: estou com dor de dente! Mas daquelas pessoas que resistem ao mal sem fazer o mal e agem com a esperança colocada em Deus, confiantes de que Deus tem a última palavra. Não se desesperam, e sua fé é forte e resistente. O mal que observam acontecer ou que outros lhe fazem não o desanima da caminhada da Igreja, continuam fieis a Jesus no compromisso pela vida. Convida-se a escrever o nome de uma pessoa que vive aflita por ver o bem e a justiça nas relações do dia a dia com uma caneta de outra cor.

ü  Os mansos: a mansidão expressa a atitude de diálogo, de orientação, de acompanhamento sem impor nem obrigar. São aqueles que vivem uma atitude de serviço de forma crítica e ao mesmo tempo oferecendo a oportunidade de se engajar.  Convida-se a escrever o nome de uma pessoa que vive desde a mansidão com uma caneta de outra cor.

ü  Os que têm fome e sede de justiça: hoje falamos muito de justiça. Todos têm consciência de nossos direitos e de quando e como estes são lesados. Aqui se trata de uma justiça que vai além de mim, que tem haver com os outros. Uma justiça que normalmente esqueço de que possa existir porque não quero lembrar as pessoas que são injustiçadas. Convida-se a escrever o nome de uma pessoa que vive com fome e sede de justiça com uma caneta de outra cor.

ü  Os misericordiosos: são aqueles que percebendo o que acontece: as ações do bem e do mal, posicionam-se de cara a verdade e a justiça mas sem julgar a pessoa que realiza as ações de injustiça. Em lugar de julgar estende uma mão oferecendo possibilidades de recomeçar. Convida-se a escrever o nome de uma pessoa que vive com misericórdia.

ü  Os puros de coração: são aquelas pessoas que se apresentam sem máscaras, porque não tem medo de se apresentar tal e como são: com os talentos que Deus lhes deu e com as limitações que carregam. Convida-se a escrever o nome de uma pessoa que vive sem máscara.

ü  Os que promovem a paz: aqueles que começam por viver reconciliados com Deus, com as pessoas do seu dia a dia, com sigo mesmo. Que com sinceridade vive relações sadias e procura dialogar e colaborar na restauração de relações truncadas. Convida-se a escrever o nome de uma pessoa que vive

ü  Os que são perseguidos por causa da justiça: neste momento convida-se a lembrar do nome de pessoas que foram ou são perseguidas pela justiça. O coordenador do grupo levará fotos ou nomes de pessoas que foram perseguidas pela justiça. Se alguma delas for desconhecida para o grupo deve se apresentar.

ü  Sois vós quando: vos injuriarem e perseguirem e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Este é um critério de felicidade que Jesus nos apresenta. Quando conseguimos viver nosso compromisso de fé até este ponto, Jesus nos anima e fortalece dizendo: alegrai-vos e exultai!

 

Ø  Após a leitura do texto bíblico e da reflexão, convide-se a observar o coração cheio de nomes e as definições de felicidade escritas pelos grupos. É importante oferecer a possibilidade de conversar a respeito dessas pessoas cujos nomes foram escritos e do testemunho de vida que se percebe nelas. Lembre-se de pôr em relação o que foi partilhado na dinâmica com o desafio que Jesus nos apresenta no sermão da montanha. A santidade do cristão está em relação com o compromisso de fé e o cultivo das atitudes que o mesmo Jesus viveu. Este sermão é desafiante.

Ø  Iniciamos nossa reflexão afirmando que nesta montanha todos tem lugar, todos são incluídos, ninguém é excluído do Reino de Deus. A resposta é pessoal. Segurando o coração entre todos vamos rezar de forma espontânea pelas pessoas cujos nomes estão escritos no coração, por pessoas que conhecemos e na sua liberdade fazem escolhas que machucam a outros, por pessoas machucadas que não conseguem viver a sua dor desde a fé. Concluímos rezando a oração que o Mestre nos ensinou.

Ø  Terminamos com um canto.

Ir. Ana Belén – Vila Verde / Acre

 

 

 

 























quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PASTORAL JUVENIL VOCACIONAL

Encontro para jovens
Um espaço para oração, reflexão e partilha

Desde o mês de julho quando nos encontramos enquanto equipe da Pastoral Vocacional da Delegação, foi colocada a proposta de promover um encontro (acampamento) com as jovens, vocacionadas ou não, a fim de oferecer às mesmas um espaço de oração e experiência de Deus. Um encontro que seria aberto a todas as comunidades de Belo Horizonte, norte de Minas e Governador Valadares. E seria realizado em Belo Horizonte, com um pouco de restrição a pessoas mais próximas às Irmãs ou de forte atuação na comunidade paroquial..
Encontramos-nos no Centro Pedagógico Anunciata nos dias 20 e 21, na nossa escola na comunidade de Glória, isso por um problema de última hora com a proprietária da casa onde seria realizado o encontro. O fato é que foi ótima a experiência, estrutura suficiente para nossa proposta. O encontro foi coordenado pelas Irmãs Mônica e Marina e com colaboração da Ir. Penha. As irmãs de Valadares e Francisco Sá optaram por não participarem com nenhuma jovem. Irmã Penha e Aline vieram de Montes Claros.
O convite foi feito às jovens com manifestação vocacional ou não. Das jovens convidadas quatro aderiram a nossa proposta, e valorizaram muito a experiência na avaliação final. Já temos um novo encontro marcado para fevereiro com  data a ser marcada.
A dinâmica do encontro no sábado e no domingo foi distinta. No sábado, dia dinamizado por Ir. Mônica, nossa proposta era trabalhar a dimensão da experiência de Deus mais especificamente a partir do chamado à vida. Foram destacados personagens como Abraão, Moisés, os profetas, partindo do texto da sarça ardente, (Ex 3, 1-6). O tema “Tire as sandálias porque o lugar em que te encontras é uma terra santa”, foi a tônica do encontro. Após o momento de oração inicial tivemos a reflexão em torno do chamado à vida utilizando massinhas para que cada uma expressasse sua experiência de sentir-se criatura de Deus. Em um segundo momento foi trabalhado a história pessoal, em que cada uma das jovens teve a oportunidade de falar de seu núcleo familiar. Depois foi feita a dinâmica da árvore em que foram destacados a raiz, o tronco, os galhos e os frutos, sendo colocado em cada área, pessoas de destaque na educação religiosa, espaços onde foram desenvolvidos estes valores, os momentos chaves e os frutos colhidos da educação recebida respectivamente. A partilha em duplas desta atividade foi muito válida e enriquecedora para cada uma.
O domingo foi dinamizado por Ir. Marina. Como estava proposto, a reflexão foi em torno à pessoa de Jesus Cristo e a proposta seria também uma breve reflexão sobre a figura de Maria no projeto do Deus, porém o tempo não permitiu, ficando este tema para uma próxima oportunidade. A dinâmica do dia teve inicialmente um momento de interiorização, com o objetivo de situarmos no local onde estávamos. Utilizou-se mantras intercalando com momentos de silêncio, em seguida foi realizada a leitura orante da Palavra de Deus, o texto escolhido foi Mc 4, 35-41 (a tempestade acalmada). Depois foi apresentado um clip com a música do Padre Zezinho “Um certo Galileu” deixando espaço para algumas manifestações acerca da música e das imagens. Em seguida foi entregue um texto com uma síntese do projeto de vida de Jesus, para reflexão pessoal e depois a partilha na sala. Na colocação em comum as jovens demonstraram interesse, e pelas apresentações feitas manifestaram que realmente haviam refletido de forma profunda o texto proposto. Depois do almoço, dando continuidade as reflexões em torno da pessoa de Jesus Cristo, após uma breve introdução foi entregue uma folha com um quadro, neste a proposta de perscrutar o projeto de vida de Jesus em sua forma de atuar, buscando suas características, situando um relato bíblico, descobrindo a intenção de Jesus e o ensinamento para hoje. Esta dinâmica foi realizada em dupla. Percebeu-se novamente muita seriedade das duplas e foi avaliado pelas jovens como muito interessante refletir e tomar contato com a pessoa de Jesus através de suas características que se apresentam em sua atuação.
Como sempre, temos contratempo, ele impediu a realização de tudo que tinha sido programado. Era de interesse das jovens assistirem o filme que estava na proposta do sábado e que não foi possível por problemas técnicos, sendo então impedimento para realizar a última reflexão do dia que seria em torno da figura de Maria, fica para o próximo encontro em fevereiro.
Queremos dizer que valeu a pena!
                                                       Irmãs Mônica, Penha e Marina






terça-feira, 30 de outubro de 2012


 
 
ENCONTRO PARA JOVENS: XXX Domingo do Tempo Comum.

TEMA: Brasil Missionário, Partilha tua Fé!

Material a providenciar antes do encontro: uma faixa onde esteja escrito: Brasil missionário partilha a tua fé; folhas com nomes de cada membro do grupo, velas, música instrumental.

Iniciamos o encontro com uma música missionária ou que fale da fé.

Introdução:

Estamos no final do mês missionário. No decorrer deste tempo, refletimos sobre o convite e a necessidade de partilhar a própria fé em um processo de aprofundar o que significa seguir a Jesus. O evangelho deste domingo apresenta Bartimeu, que representa todos os que buscamos Jesus com sinceridade.

Dinâmica inicial:


Antes da reunião os coordenadores preparam o ambiente. No centro da sala, põem no chão um pano colorido, uma Bíblia, uma vela e a faixa.

Convidar a ler todos juntos a faixa. O(s) coordenador (es) lança um questionamento: qual é a relação que existe entre o tema do mês de outubro e os encontros do grupo? Depois, o coordenador põe sobre a palavra Brasil uma folha com o nome de um membro do grupo e lança a seguinte pergunta para a pessoa: o que ajudou você durante estes encontros a partilhar a sua fé? (Ou outra pergunta que for considerada oportuna). A seguir, coloca-se o nome de outra pessoa; assim, até que todos os membros tenham compartilhado. No final, o coordenador deve “amarrar” o que foi falado, recolhendo as ideias fundamentais.

A PALAVRA DE DEUS ILUMINA NOSSA VIDA: (Pode ser utilizado o folheto dominical ou a Bíblia para acompanhar as leituras).

Ø  Mc 10, 46-52                    

        

Ideias centrais:

·         Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho: o protagonista de hoje é conhecido pelo nome e por três características: a cegueira, a mendicância, e o fato de estar sentado à beira do caminho. O evangelho de Marcos nos apresenta neste texto uma triple realidade dos discípulos de Jesus, que em determinados momentos, é também a nossa realidade:

a)      Cegos para compreender na prática o que significa seguir Jesus.

b)      Mendigos porque esperamos receber dos outros e não dar. Receber compreensão, receber elogios, receber ânimo, receber atenções, receber...

c)       Sentados à beira do caminho. Lembra-nos a parábola do semeador: a semente que cai à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas logo vem satanás e tira a Palavra que foi semeada neles (Mc 4, 15). Satanás representa as escolhas que cada um de nós faz no caminho contrário ao projeto de Deus. Escolhas como ambição, mentira, violência, preguiça, “passar a perna no outro”, ciúmes, inveja. As consequências que se derivam destas escolhas quebram as relações de fraternidade, por isso a Palavra que foi semeada é tirada.

·         Começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim”. Bartimeu decide chamar Jesus. Ele grita. Ele faz uma escolha que o tira de sua inércia e o põe em movimento. No conteúdo de seu grito revela a ideia que ele tem de Jesus: filho do rei Davi que vai salvar seu povo da dominação dos romanos e não que Ele é Filho de Deus revelando o projeto do Pai.

·         Muitos o repreendiam para que se calasse. É incrível o que acontece quando uma pessoa que se encontra afastada, decide pôr-se em movimento. Normalmente, as pessoas desanimam quem decide tomar uma atitude para se encontrar com Deus.

·         Mas ele gritava mais ainda. Bartimeu não saiu do lugar, não pediu ajuda a ninguém, mas com o único que ele tinha (a voz) faz a mesma ação com muito mais força.

·         Então Jesus parou e disse: “chamai-o”. Com certeza, Jesus não era surdo. Aguardava alguma outra ação por parte de Bartimeu? Diante da insistência, decide dar-lhe atenção. Jesus não vai até Bartimeu, por acaso Ele queria testar se Bartimeu decidia-se a dar mais um passo, fazer algo mais que gritar.

·         O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. Sem ajuda de ninguém, Bartimeu fez três ações:

a)      Jogou o manto: o manto simboliza as seguranças pessoais, sua dependência da mendicância, seu passado. Uma vez que joga o manto, está pronto para acolher a verdade que liberta, que é Jesus e sua proposta.

b)      Deu um pulo: e ao pular acorda o espírito, solta a liberdade, assume a responsabilidade de ir até Jesus.

c)       Foi até Jesus: fez uma escolha que transformou a sua vida. Ele sozinho jogou fora uma vida que vivia do constante pedir à beira do caminho.

·         Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” Jesus pergunta para Bartimeu ser consciente do que ele quer e ao mesmo tempo formular o seu pedido.

·         “Mestre, eu quero ver de novo”. Agora, não chama a Jesus de “filho de Davi”, mas o chama de Mestre; e manifesta seu profundo desejo ante Aquele que é uma referência: “eu quero ver de novo”. Isso significa que um dia Bartimeu enxergava. Os ideais que não são de Deus o cegaram...

·         Jesus disse: “vai, a tua fé te curou”. Única condição para receber a cura: a fé. Mas uma fé capaz de transformar a própria vida.

 

Ø  Após a leitura dos textos bíblicos realiza-se uma breve reflexão. É importante pôr em relação o que foi partilhado na dinâmica com o desafio que as leituras bíblicas nos apresentam.

 

Ø  PROPOSTA: Colocar uma música instrumental de fundo. Pôr um pano sobre os olhos de cada membro do grupo. Pedir para se movimentar no espaço com cuidado para não tropeçar. Em um momento determinado convidar para que cada um escolha um lugar para ficar à beira do caminho. Devem estar quietos, parados. Cada pessoa pode escolher a postura que melhor reflete sua condição de pedir. Após um tempo, o coordenador (es) acende uma vela, aproxima-se de um dos jovens e pergunta: o que você quer que Jesus faça? Após a resposta, tira o pano dos olhos e entrega a vela acesa. Esse jovem vai com a vela acesa até outro jovem e faz o mesmo. Podem ser várias pessoas ao mesmo tempo. Quando todas as pessoas receberam a luz, todos se posicionam em círculo, de mãos dadas, partilham a experiência e finalmente rezam o Pai Nosso.

Ø  ENVIO: o (s) coordenador (es) realizam o envio missionário:

Bartimeu são os discípulos que abrem os olhos com a graça de Jesus e o seguem no caminho da cruz. Bartimeu é cada um de nós: Jesus nos ajuda a abandonar o “manto” do egoísmo e da submissão às ideologias dominantes. Jesus nos ajuda a nos tornar conscientes da missão que temos de anunciar a fé e construir relações de irmãos.

·         Por isso, _________(nome da pessoa) como discípulo/a missionário/ te envio a ser testemunho do amor do Pai e a partilhar a fé com as pessoas que você se encontra no seu dia a dia, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

·         A pessoa que recebeu o envio será quem vai dar o envio a quem está ao seu lado. Até todos terem recebido o envio e terem enviado à missão.

·         Concluímos o encontro com um canto de missão.

 

Ir. Ana Belén – Vila Verde / Acre